Na verdade, conhecer a fundo o consumidor – gostos, hábitos, hobbies – é o sonho de qualquer empresário, porque permite orientar as suas estratégias comerciais para responder a necessidade específicas do consumidor.
Exemplos de descobertas nesta área são:
- Formato do preço. Está comprovado que apostar numa letra menor, e colocar o preço sem pontos ou referências monetárias (5,00€ versus 5), induz ao consumidor sensação de um preço mais pequeno.
- Preços psicológicos. Apesar de a eficácia desta estratégia ser questionável, alguns estudos indicam que os valores a terminar em ,99 ou ,95 dão ao consumidor a sensação de estarem a gastar menos. Por exemplo, um prato de 19,99€ induz a nossa mente que o preço esta mais perto dos 10€ que dos 20€!
- Provador. Quanto maior e mais confortável for o seu provador, maior é a probabilidade de (1) o consumidor experimentar mais peças de roupa, e (2) comprar alguma. Também deve considerar utilizar focos de iluminação indireta - que escondendo os defeitos do corpo - deixam o cliente mais satisfeito com o que está a usar.
- Brindes. Oferecer brindes a crianças (como faz o McDonald) é um exemplo perfeito de uma estratégia para incentivar a “repetição” de visitas ou compras.
- Carrinhos de compra. Os carrinhos devem ser grandes, pois apesar de já carregarem alguns produtos aparentam estar mais vazios, o que incita o consumidor a comprar mais.
- Produtos frescos. As verduras e frutas devem ser exibidas em caixas de papelão ou madeira, dando a impressão que acabam de ser enviadas do produtor.
- Som. Vários estudos demonstram que o som ambiente faz o consumidor permanecer mais tempo na loja, deixando mais propenso a gastar e a voltar.
- Produtos Premium. Estes produtos devem ser colocados em áreas de relevo, acentuando que são inovadores, únicos, e aceitavelmente mais caros!
Vale a pena relembrar que, além destas dicas mais focadas no ponto de venda, o Neuromarketing pode igualmente ser utilizado em estratégias de branding e CRM, promovendo clientes satisfeitos e fieis à sua marca.

